Juventude Socialista de Cascais

Bruno Bernardes, Presidente da JS Cascais

Bruno Bernardes

Presidente da JS Cascais

Site da Juventude Socialista de Cascais: http://jscascais.org/

"Cascais precisa de um novo desígnio, de um outro paradigma de governação..."

A democracia não pode ser hoje vencida pelos impasses criados pela globalização e pelos mercados, nem pelo descrédito causado pelas más práticas políticas ou ainda pela política que se finge apolítica ou anti-política. É necessário credibilizar a democracia com uma nova geração de políticos e de cidadãos capazes de viver para a política, apaixonados pelo serviço público, com uma consciência moral reforçada, espírito crítico e saber-fazer. É precisa uma nova consciência espiritual e poética que catapulte a política para o coração das pessoas, que as mobilize e que seja motor de transformação. Neste sentido, a um programa eleitoral devem corresponder as necessidades do território e os anseios político-ideológicos da estrutura à qual nos candidatamos. Não basta diagnosticar, para nos fazermos compreender; não basta apenas identificar, para nos fazermos ouvir. É preciso que estejamos engajados, que saibamos escutar o real, que o transformemos quando a necessidade se apresenta, mas que também saibamos compreendê-lo nas suas especificidades, tornando-o ainda mais coerente, saudável e livre. No fundo, sem engajamento, um engajamento saudável entre as diferentes equipas técnicas, o querer político e as populações, os territórios definham e perdem identidade.

Cascais precisa de um novo desígnio, de um outro paradigma de governação que esteja atento às sensibilidades dos diferentes territórios que constituem este concelho. A governação socialista entre 1993 e 2001 e da qual muitos nos orgulhamos, marcou definitivamente o território, definindo-o como é hoje, estruturando os projetos que marcam Cascais como um território de enormes potencialidades. Os socialistas mudaram Cascais com planeamento e obra feita, contrariando o caos da governação de direita na década de 1980, mas contrariando também a política da imagem e da comunicação feita sem programa e sem planeamento estruturante e global através da qual Cascais tem sido governada. A Juventude Socialista em Cascais tem manifestado a sua preocupação, quer na Assembleia Municipal, quer nas Assembleias de Freguesia, apresentando-se como estrutura capaz de intervenção política, com visão estratégica do território e visão de futuro. Disso é exemplo o necessário redesenho da Carta Educativa Municipal, o maior envolvimento comunitário e associativo nas escolas, a reestruturação e colocação em prática do Programa de Habitação Jovem, tendo ainda sido repercurssora da introdução do orçamento participativo no concelho. A JS Cascais apresenta também uma visão estratégica quanto à utilização das infraestruturas como sejam o Aeródromo de Tires ou o Autódromo do Estoril, ou ainda na requalificação e reenquadramento dos Programas de Realojamento e de Habitação Social. Mas temo-nos também debatido por uma melhor e mais eficiente rede de transportes, realmente inserida num programa de mobilidade. As críticas da JS Cascais à revisão do Plano Diretor Municipal refletem a preocupação com o futuro do transporte público no concelho quer ferroviário quer rodoviário, e as condições de sustentabilidade da rede face ao aumento do uso do carro como meio privilegiado de deslocação.

Finalmente, não nos podemos esquecer da escola pública, tornado parente pobre das preocupações apesar do projeto de municipalização. A JS Cascais não pode virar costas às condições degradantes de muitas das infraestruturas escolares e os apelos que tem feito junto da comunicação social e dos órgãos autárquicos demonstram isso mesmo. Este mandato espera-se que proporcione um encontro entre a arte de pensar e a arte de fazer, entre a coerência e o desejo de vitória. É neste sentido que espero que a Juventude Socialista de Cascais seja capaz de Valorizar o Futuro e Afirmar a Mudança necessária no nosso concelho, para o presente mandato.