Entrevista de Luís Miguel Reis ao Jornal Costa do Sol

Partido Socialista escolhe candidato esta semana

Reproduzimos a entrevista do Jornal Costa do Sol ao Presidente da Comissão Política Concelhia de Cascais, Luís Miguel Reis.

Eleições Autárquicas em Cascais

Partido Socialista escolhe candidato esta semana

Dia 19 de janeiro, Cascais ficará a saber qual o candidato socialista à Câmara Municipal, depois de reunida a Comissão Política da Concelhia. O Costa do Sol – Jornal ouviu o Presidente da Concelhia, Luís Miguel Reis, que traçou o perfil definido para o candidato, que antecipa um “enorme consenso dos militantes”.

Costa do Sol – Jornal: Vários nomes foram apontados como candidatos do PS às autárquicas de 2017. Como analisa este facto?

Luís Miguel Reis: Em Cascais tornou-se um hábito, por parte de quem está na câmara municipal (PSD/CDS) lançar uma série de nomes procurando criar factos políticos e com isso desvalorizar qualquer candidatura que possa surgir. Lamentavelmente, quem se presta a esse papel, mais não faz do que desvalorizar a sua própria condição enquanto interveniente local. Dou-lhe um exemplo: o PSD em Oeiras e em Lisboa tem manifestado sérias dificuldades em apresentar um candidato e não se vê por parte do PS uma tentativa de lançar nomes avulso procurando fragilizar o que quer que seja – antes pelo contrário, temos aguardado serenamente, continuando a realizar o nosso trabalho, procurando afirmar o PS em Lisboa através de uma boa gestão e em Oeiras através da demonstração que é possível ter um projeto alternativo. Em Cascais não foi diferente esta forma de estar. Sabendo que o importante era criar condições para que se avaliasse o trabalho do executivo de direita, sabendo que estão esgotados, sem causas, sem capacidade crítica e sem visão, tendo apenas a seu favor muita propaganda, procurámos ir afirmando o PS localmente, criando simultaneamente o contexto adequado para que o candidato a apresentar correspondesse a um determinado perfil e que este pudesse corporizar em Cascais um projeto de coesão territorial, desenvolvimento económico e sustentabilidade ambiental, projetando o nosso concelho no futuro, conciliando a modernidade que lhe é exigida sem penhorar os valores tradicionais que fazem de Cascais um município de excelência. Na política, como eu tudo na vida, há bons e maus exemplos, bons e maus profissionais, mas da parte do PS Cascais a única intervenção será dentro deste registo e com regras bem definidas que fazemos questão de não ultrapassar. E também por isso, a título pessoal, estou muito contente pelo caminho que o PS Cascais realizou ao longo dos últimos anos, o qual nos permitiu chegar aqui e apresentar, brevemente, uma candidatura agregadora nestes valores.

CSJ: Qual o perfil definido para o candidato a apresentar?

LMR: Em primeiro lugar, uma pessoa idónea e credível. Queremos também que o candidato a apresentar seja reconhecido a nível nacional pelo seu trabalho, capacidade de gestão e liderança. Será uma pessoa de causa, com valores humanistas, e sensível às desigualdades e assimetrias vividas no concelho. Encontrámos uma pessoa exemplar para encabeçar este projeto, que está altamente motivada e determinada para liderar este desafio. Não poderia estar mais satisfeito pelo resultado deste processo, que é também fruto de quatro anos de trabalho e credibilização do PS em Cascais.

CSJ: Quais são as expetativas para as eleições?

LMR: Expetativas muito otimistas. Em primeiro lugar, pela responsabilidade com que encarámos todos os pormenores desta candidatura autárquica. Desde a consolidação de um projeto coerente, robusto e credível, construído em parceria com os diversos setores de atividade – um projeto de Cascais para Cascais e não exclusivamente de uma estrutura em particular – passando também pela criteriosa escolha da equipa que irá corporizar essa proposta, na Câmara e nas Juntas de Freguesia, onde todos os elementos terão profissionalmente provas dadas. Será uma candidatura que terá como compromisso a redução da abstenção, que no nosso concelho rondou os 62% nas últimas eleições autárquicas, algo que deve ser encarado com um espírito de missão, no restabelecimento da ligação entre os eleitores e os eleitos locais. Essa demanda só será alcançada se efetivamente formos capazes de ir ao encontro dos anseios dos munícipes de Cascais. Se conseguirmos estabelecer essa ligação – e estou certo que tudo temos feito nesse sentido – caberá ao PS a responsabilidade de gerir os destinos de Cascais a partir das próximas eleições.

Em segundo lugar porque como https://www.acheterviagrafr24.com/prix-du-viagra/ referi atrás o atual executivo está esgotado e sem capacidade de gerar as dinâmicas necessárias com os demais parceiros de modo a que daí possam advir mais-valias mensuráveis para o nosso concelho. O PS quer a nível nacional quer localmente tem manifestado essa capacidade de diálogo, de abrangência e convergência em torno das questões fundamentais.

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